No início deste ano o COURB foi convidado por estudantes de mestrado da LSE (London School of Economics and Political Science) para dar suporte local à realização de uma pesquisa chamada “Interpreting Informality” [Interpretando a Informalidade]. A pesquisa proposta pelos arquitetos Larissa Heinisch, Ravi Anand e  Vaishnavi Shankar, está sendo realizada no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, local onde o COURB também desenvolve o projeto “Passeia, Menininha”.

O objetivo da pesquisa é analisar a temática da informalidade a partir de 3 diferentes perspectivas:  1) Interface dos espaços públicos x privados,  2) Economia informal e 3) Resiliência e mudanças climáticas. A primeira etapa deste projeto iniciou no primeiro semestre, com reuniões online para construção do escopo de trabalho com membros do COURB. No mês de junho, após receberem apoio da Royal Geographical Society, da LSE Cities e da LSE Sociology, foi iniciada a segunda etapa, com os pesquisadores vindo ao Brasil para se aproximar das organizações locais do Jardim Nakamura – área específica deste estudo, e para compreender a dinâmica local a partir da vivência com a população.

Jd Nakamura

Vivências no Jardim Nakamura: Na primeira imagem, vista a partir do Instituto Favela da Paz. Na segunda, registro do dia de São João na Escola Astrogilda de Abreu Sevilha.

A dinâmica de trabalho envolveu a realização de entrevistas com líderes comunitários, representantes de organizações locais e outros diversos atores da cidade de São Paulo, além da elaboração de mapeamentos, observações e levantamentos do Jardim Nakamura. Após essas duas etapas iniciais, o projeto segue em desenvolvimento com a análise dos dados e das percepções locais, com a geração de estratégias espaciais que auxiliam na compreensão sócio espacial da região e assim, apoiam as iniciativas de intervenções na região. Os vínculos fortalecidos com os moradores locais por meio deste projeto de pesquisa também são de fundamental importância para a continuação do trabalho do COURB na área, em desenvolvimento com a ONG Sampapé.

Siga acompanhando! Ao longo deste segundo semestre a publicação final deste trabalho será compartilhada em nossas redes. Além disso, um vídeo gravado durante o mês de junho pelos pesquisadores será divulgado e entregue ao Instituto Favela da Paz.

Trabalho colaborativo

Contamos com diversos colaboradores na realização deste trabalho: No Jardim Nakamura, nossos principais parceiros são líderes comunitários e o pessoal do Instituto Favela da Paz (entre eles Cláudio, Fábio, Vivi, Dada, Paulinho). Além deles,  também registramos o agradecimento a Sulalia, do Ângela de Cara Limpa e ao Arakunrin, da Casa Popular de Cultura M Boi Mirim. Também apoiaram imensamente no contato entre pesquisadores e comunidade a Jessica Sakaguchi, estudante de Turismo da USP e a arquiteta Adriana Sampaio.

Em relação a uma compreensão macro sobre os temas estudados, agradecemos a colaboração de técnicos da Prefeitura de São Paulo: a arquiteta Laura Ceneviva da Secretaria do Verde e Meio Ambiente-SVMA e  a Leda Aschermann,  assessora da SVMA e ex prefeita da Prefeitura Regional do MBoi Mirim. Sobre organizações representantes da sociedade civil, contamos com a colaboração da Amanda Segnini, do Engajamundo. Além disso, contamos com a atenção das professoras Luciana Itikawa, da área de economia informal, e da Gabriela Di Giulio, do departamento de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.